sábado, 14 de janeiro de 2017

"deixa pra amanhã"

E mais uma vez sou eu quem apaga as luzes restantes na casa numa madrugada qualquer. Eu poderia e deveria estar dormindo agora mas assim como nas últimas noites o silêncio da noite e as paredes me fazem companhia.
Navego solta em pensamentos, paro na porta do meu quarto e encosto a cabeça no batente, olho para minha cama, ficou desarrumada desde a hora que acordei. Vou em direção às minhas cobertas e me encolho no meio delas. Sem respostas para nada, mal sei o que procuro, coloco os fones e me deixo ser conduzida pela música mais uma vez.
Abraço o travesseiro, não há choro, não há dor, há apenas a realidade que eu não gostaria de encarar, apenas uma história, apenas um final que ninguém nunca disse que seria feliz. É isso, são anotações, são melodias e são novas perspectivas.
Irei comemorar essas novas visões,  essas novas pessoas, a sensação de estabelecer certo contato, aquela vontadezinha de realmente viver algo, sair da bolha, é sufocante, quero deixar o medo pra lá.
Muita coisa nova, mas o que não tem mais alternativa continua na mesma e talvez fique assim, adormeço com uma melodia doce, certa paz, como uma luz que traz boas notícias, como uma letra que parece ter sido composta para mim, pensarei melhor amanhã,  algo de concreto eu deixo pra amanhã, esta quase tudo em seu lugar.
E se eu decidir mudar depois de dois meses, lidarei com as consequências.