domingo, 26 de junho de 2016

Ah, o amor...

Renato Russo que já falou tanta coisa boa falava que não sabia direito o que que é o amor e vocês aí  confundindo fogo no rabo com um sentimento lindo. O amor tá nos pequenos gestos, nas mensagens, nas coisinhas divertidas, naqueles amigos que te ajudam sempre, no apoio, em alguma parte da família, no bichinho de estimação e até mesmo nas palavras.

E não é porque tem alguém iludindo, ou porque alguém machucou que deve deixar de acreditar, é  muito mais que relacionamentos, é confiança,  é afeto, é não abandonar, não esquecer, é cuidar, é querer estar por perto nos momentos bons e ruins. Quem te ama confia, cuida e tá perto quando sente vontade, quem ama não abandona nem esquece, de alguma forma, qualquer que seja,  quem ama demonstra.  Se for pra ficar querendo falar de amor, ama quem te ama. E ama direito, porra.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Mudar...

Não gosto de gente sem emoção, me dá vontade de sacudir a pessoa até ela se encantar verdadeiramente com algo, até tudo por dentro explodir, até ela se encontrar. Isso pode e muda a visão de alguém sobre tudo que ela vê, acrescenta-lhe um brilho bos olhos, deixa esse alguém mais feliz, o faz demonstrar, muda os ares.

Mudar... Ah,  se pudessem ver claramente a vontade que eu tenho de mudar, ah se soubessem... É  exagerada, intensa maior que muita coisa. Chega uma hora que "só" mudar os moveis e pôsteres e fotos e desenhos do quarto cansa, é muito pouco. A gente muda sim, e chega uma hora que não conseguir  mostrar que melhoramos em algo, ou ver que ninguém te ouve é sufocante. Nós nos identificamos, queremos falar e ouvir, conhecer gente boa e de repente ser importante para alguém por algo que fazemos/falamos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Lutadora

Sim, já desejei que minhas quedas tivessem doído menos, que não tivesse me sentido tão mal, que as coisas pudessem ser mais simples, que pudesse consertar meus erros, fazer certas coisas e pessoas voltarem.
Mas se tudo não tivesse sido uma batalha, como eu teria me tornado uma lutadora? Tão forte como me sinto? Se as coisas tivessem chego quando eu queria, qual seria o valor das conquistas de agora? Então, vendo agora, consigo perceber que foi toda aquela dor, toda a escuridão que formaram minhas novas ideias, uma nova visão. Cicatrizes ainda doem, mas deixo-as lá, pro tempo curar...

domingo, 19 de junho de 2016

{Conto} Nossa Culpa

Eu amo isso, um lugar onde desde a primeira vez que entrei pude ver o encanto. Cidade pouco desenvolvida, trabalho voluntário, confesso que vim pra cá para fugir, mas agora posso ver que foi a melhor escapatória que poderia ter encontrado.
 
Após uma confusão política o lugar ficou destruído, pessoas traumatizadas e perdidas, então onde todos esperavam ver tristeza, caos e mais confusão, viram o altruísmo, mesmo possuindo pouco, um ajudava o outro. Quando uma sociedade começou a ser construída com a chegada de escolas e pequenos empregos, as pessoas continuaram se ajudando, torcendo um pelo outro, como uma família grande demais, como uma família que surgiu do nada.

Foi por essa história que resolvi vir até, para “pelo menos conhecer”, então decidi. Era pra esse lugar que eu queria dedicar meu tempo, falar sobre tudo que eu sei, que aprendi no que chamam de “Países Grandes”. Então comecei auxiliando os governantes, depois, indo às escolas que tinham menos que o necessário e falando sobre histórias mágicas, números, sobre o poder das palavras e sobre como a história daquela cidade era maravilhosa, sobre a capacidade desse lugar de ser gigante, mas não exatamente na extensão territorial, mas na genuinidade de um povo acolhedor, sorridente e gentil, na esperança que brilhava em seus olhos, nas coisas boas que poderiam fazer.

Após alguns dias, eu conheci o lugar onde me encontrei, onde me senti completa. O lugar onde as pessoas enviam e recebem cartas, os correios. Talvez tenha sido o aroma do papel, ou da tinta, talvez aquela organização quase que impecável, talvez a simplicidade, talvez os sorrisos. Mas, somente no fim da primeira semana lá que eu realmente soube que o que me encantava não eram apenas as coisas que o lugar tinha, mas os sentimentos que as pessoas demonstravam pelo lugar. 

As conexões com outros lugares começaram e ainda feitas por cartas, primeiramente só entre autoridades, mas depois, pouco a pouco, para pessoas. Então ali eu via a esperança, a saudade, o desespero por notícias daqueles que foram pra outros lugares...
Principalmente, o amor, eu ainda sorrio quando penso em histórias de casais apaixonados, daquelas bem melosas, mas que de coisinha em coisinha, vai mostrando um amor lindo, recíproco. E sorrio também quando me contam de uma amizade anos, de amigos que acabaram separados, mas algo de muito lindo, impediu a separação total, a desconexão.”

Ler isso agora dói muito, dói saber que o que eu escrevi naquele pequeno caderno de anotações deixou de ser real, que após usarem crenças para profetizar a dor, sofrimento e desigualdade, tudo foi acabando, e no lugar do brilho eu via ódio nos olhos das pessoas. É cruel, mas é a verdade, daqui algum tempo não restará nada e nós seremos os únicos culpados.




quinta-feira, 16 de junho de 2016

Eu Antes de Vocês


Há mais ou menos um ano e meio, ou mais, ah, por aí, eu mal sabia escrever o que gostaria de dizer. Vocês me ensinaram o valor de demonstrar, me inspiraram e ainda inspiram, apoiam e principalmente, guiam. Obrigada.

Já disse uma vez, e repito obrigada jamais será suficiente, por tudo que fazem ou fizeram por mim, até mesmo as pequenas coisas, pois quando há amor, carinho e cuidado, a gratidão se torna imensa, quando os sentimentos são recíprocos, não tem porque um ficar longe do outro. Toda a vez que penso em vocês, que posso realmente chamar de amigos, sinto algo muito bom, depois de ou até mesmo durante tanta treta que passei vocês me ajudaram, e vai ter uma hora que vou poder estar com vocês, tipo pessoalmente, quem sabe em um mesmo recinto, é capaz de eu ter um ataque de tanta emoção :’)

Saibam que eu ainda vou escrever muitos textinhos assim, clichês, melosos, pra vocês, pra servirem como pedaços de um “obrigada”, da melhor forma qual eu sei dizer o quero... Escrevendo. Perdão pelos dramas, que não foram poucos, eu sei, mas foram vocês que me motivaram a melhorar e não só nesse aspecto. Queria mesmo, era ter mais tempo com vocês do que ando tendo,  mas, enquanto eu puder, enquanto der, vou estar com vocês. 




Um beijo agridoce:3

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Guarda Chuvas! <3

Me identifico muito com a Tris, de Divergente, essa senana meio que coloquei em prática tudo que aprendi com a história toda.

Erudição, Audácia, Franqueza, Amizade, Abnegação. Facções que prezam certas características e em uma situação complicada e fiquei confusa por demonstrar essas características. Eu posso ser tudo isso? Como?

A pior parte é que não sei o quero sou. Outra vez uma bagunça, outra vez confusão, outra vez dúvida, outra tempestade. Outra vez deixando a melodia contagiar, outra vez procurando caminhos, sem saber aproveitar o temporal, mas sempre com pelo menos uma das mãos firmes em um guarda chuva, porque talvez ele precise de mim e das melodias que me compõe. Porque a chuva também o afeta,  e ele tá sempre comigo...


Era uma vez uma garota
sozinha, na chuva 
O vento lhe deu um guarda-chuva 
e disse que tudo ia ficar bem.

Porém, tempestades 
Molham guarda-chuvas também, 
então ela segura o seu
bem firme, para ele não ir embora 

Quando as chuvas são fortes 
ela faz palhaçada 
fala, fala, até demais
E espera o sol...

Mesmo sem chuva,
Estão lado a lado, toda hora 
Aproveitando a brisa...
Cuidando um do outro, sempre

terça-feira, 7 de junho de 2016

Um horror chamado assédio

Geralmente penso muito e depoooois escrevo e me expresso muito melhor nos textos do que achava inicialmente. Mas passei a tarde toda pensando e esse texto será um pouco diferente...

Assédio. Essa palavra diz muito e causa arrepio e não só em mim, mas em muitas, é absurdo. Por favor, não venham dizer que sou nova demais para falar sobre o assunto, me incomoda, me machuca e vou falar.

Conheço muitas garotas que não se importam com assédio,  acham legal, que se divertem com isso. Mas eu não sou assim! Nunca fui! Não dou liberdade pra qualquer um! Tenho amigos homens, e falo sobre diversos assuntos, muita coisa mesmo, e olha só,  nunca me faltaram com respeito. De gente nojenta que se acha no direito de ofender verbalmente ou tocar outras pessoas sem permissão eu quero é distância!

Sinceramente? Tô indignada, por ter que passar por certas situações  e ve-las sendo encaradas como "normais" ou "engraçadas". Eu não acho, e tenho certeza que pra quem passa não é. Seu espaço acaba quando começa o do outro. 

É horrível pensar que o assédio é considerado "comum", é horrível pensar que esse é o mundo no qual eu vivo, é horrível perceber que realmente há uma cultura do estupro/assédio. É horrível uma mudança parecer tão distante.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Hey... ela?

Ei, moça? Já te disseram que seu sorriso mais sincero é o mais bonito? Que quando todas as coisas dentro de você estão gritando de emoção e seu olho brilha por isso, é quando você mostra sua parte mais bela? Pois saiba que é bem assim. E pra ficar tudo bem, basta você saber disso, moça.
Eu conheço uma pessoa que gosta de ver tudo do jeito dela, gosta de ir descobrindo as coisas e de dar opinião em quase tudo, e detesta quando não há ninguém para ouvi-la. Ah, ela já sentiu muitas dores... Guarda mágoa, sente raiva e sente falta. Ela ama o sentir. Leva quase tudo na emoção, mesmo que não queira. E ás vezes, ela não gosta de algo e não diz nada, porque pra ela cansa gritar e ninguém ouvir, então ela escreve.
Têm sonhos, muito planos, porém, por mais que não goste de admitir, têm medo, é insegura. Quer sair por aí, pra onde ela quiser, quando ela fecha os olhos, ela sabe que pode superar o frio na barriga, sabe que pode brilhar.
Quando ela fecha os olhos, imagina tudo que quer viver, ao lado de quem quer ver outra vez. Ela aperta os lábios e lembra que o primeiro desafio já passou, mas ainda teme o próximo, e por mais estranho que pareça, é ai que ela sorri. Ela sorri porque lembra que ainda existem pessoas para ouvi-la, e que por mais insanas que parecem suas ideias, existem pessoas para ajuda-la a aprimorar os pensamentos, ou até mesmo mostram outros caminhos, são pessoas que caminham com ela. Essas pessoas valem a pena.
Ah, quer muito, mas muito mesmo os abraços-com-mais-de-vinte-segundos que lhe foram prometidos. Ela quer os abraços de quem sempre a ouviu, quer ficar nas pontas dos pés e dizer “eu precisava muito disso, obrigada, de coração.”.
Ela sabe que obrigada é extremamente pouco pra essas pessoas, é difícil acreditar que essas pessoas permaneceram ao lado dela. Sabe das dores e carrega as lições do passado, sem isso, não seria quem é, ela aprecia o incerto que cobre o futuro, mas a cima de tudo vê em cada parte do presente mais do que “coisas simples”, quer sempre mais.