quinta-feira, 22 de junho de 2017

ainda são cinco da manhã - Manu Mendes

 Depois dos últimos anos, percebi que eu nunca segui a frase "quando for fazer sua lista de amigos, faça a lápis". Eu não sei ser assim, em vez de algum rascunho, ou algo cuidadoso, não! Se for pra confiar, pra realmente chamar de amigo, eu vou lá e uso caneta colorida, com glitter e cheirinho de fruta. É 8 ou 80.
E o pior, é que nesse obra de arte não dá pra usar nenhum corretivo. Por mais que algumas histórias tenham doído, por mais que eu tente seguir, elas tão aqui, e,  quando eu lembro, isso doi. Muito. Dói tanto que não sei o que será de mim. Eu quero gritar e ver as coisas voltando ao "normal", mas eu me proibi de tentar fazer isso outra vez. Eu sei que tem um lado bom, claro que tem, sempre tem, mas às vezes não importa. Agora não importa.
Não importa porque ainda ouço falar de você, quando te vejo, ou quando ainda nos falamos, a saudade ainda dói. Doi mais ainda, nós não somos mais os mesmos, a mudança já não combina. Um dia passa, um dia eu entendo.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Meus casais favoritos - TOP 5

"Have you met Ted?"  

Quem assiste/assistiu  a série "How I met your mother" conhece essa frase, Barney (Neil Patrick Harris) usava muito para apresentar o protagonista Ted (Josh Radnor) para as garotas no bar, quis usar essa referência porque o post de hoje traz meus casais favoritos. Tem de série, filme e livro, tentei não dar spoiler, confere aí!

Queria deixar claro que não tive como focar apenas em séries ou livros, porque sou indecisa. Sem mais enrolação, vamos lá! <3

terça-feira, 30 de maio de 2017

É o tempo.

Eu me importo, não com as mesmas coisas que me importava há um ano, talvez as coisas não sejam as de mesmas de três meses atrás, cada momento da vida pode nos levar a uma mudança que fará mais diferença do que imaginamos enquanto as coisas acontecem.

É só isso. O tempo passando rápido, enquanto tudo dói e você continua rindo e falando. O tempo passando devagar enquanto você realmente está só e não há ninguém para falar alguma coisa sobre seu desabafo, sobre como você desconta a raiva. O tempo só passa, parece que a gente apanha muito e quase não ri, é questão de ponto de vista. 

O ponto principal é que o tempo vai passar de qualquer forma e existe pelo menos uma pessoa por quem você faria qualquer coisa, e eu tô falando de qualquer forma de amor, existe alguém que vai ouvir os gritos que você nunca deu e vai te abraçar mesmo que você não peça. Esse é o tipo de pessoa que realmente vale a pena e se tal pessoa for embora, valeu a pena por algum tempo. 

Eu já acreditei que me importar fosse um erro, que iria doer demais e iria me decepcionar outra vez, mas a gente tá aqui pra isso, eu acho, pra se jogar, mesmo que doa, pra achar algo bom enquanto seus amigos seguem a vida com ocupações demais e você acaba se sentindo em segundo plano (e se sente mal porque eles estão apenas vivendo) e pra descobrir quem você é, pra fazer o que quiser, só pra fazer valer a pena. Porque uma hora, o nosso tempo acaba.


terça-feira, 23 de maio de 2017

alguém que quero ser

Eu quero acordar com o despertador tocando alguma música aleatória, quero levantar e fazer tudo correndo de manhã, quero sair e viver alguma rotina.

Quero poder ver as ruas no ritmo da minha música favorita do momento, quero conseguir sorrir ao me olhar em algum espelho.

Chegar em casa, com todo o desarrumado que deixei na mesma manhã, escolher alguma playlist (ou apostar no aleatório) e ir colocando as coisas no lugar,  tanto na casa quanto dentro de mim.

Entrar numa puta crise existencial por não estar vivendo frente acordo com as minhas  (MINHAS) expectativas ou não saber lidar com as coisas novas.

Tudo isso ainda com altos e baixos, mas com a certeza de que estou saindo do lugar, seguindo em frente, sabendo quando vou conseguir meu "Abraço Casa", com a certeza de que tá tudo bem e ainda vai melhorar.

Esse dia ainda vai chegar.

terça-feira, 16 de maio de 2017

detalhes de alguém incompleto

"Os detalhes estragam as coisas, tudo de perto é mais feio", eu repetia pra mim mesma em frente ao maldito espelho. Eu venho odiando cada traço, cada fio, cada pequeno pedaço de mim, porque tô fora de tudo que sempre ouvi ser o certo. Mas quem é que impõe as regras?

Do outro lado da janela do ônibus,  vejo as pessoas passando enquanto vivem  suas vidas, me coloco pra pensar, quem é que disse o que? Coloco uma música, mordo o chiclete repetidas vezes, fecho os olhos e encosto a cabeça no vidro. A melodia calma, a letra misteriosa, as coisas que passam pela minha cabeça, com tudo isso, eu sou livre.

Eu sou livre e sei que posso fazer o que eu quiser, sei que vou sobreviver ao/aos vestibulinho(s), Ensino Médio e que em um futuro não tão distante assim eu vou começar a construir meu próprio caminho. E não,  isso não acabar quando colocar o all star do pé esquerdo dentro de casa, porque tá dentro de mim, são os meus sonhos, as minhas vontades e saudades, as minhas músicas,  meus pequenos detalhes.

E se um dia, esses detalhes internos forem o suficiente pra alguém, se um dia houverem outras constelações para meu universo bagunçado, se um dia eu presenciar uma conexão que vá além de um cabelo legal ou algum estereótipo de beleza exterior, talvez eu entenda a sensação de ter alguém pra transbordar-me. Para eu poder transbordar esse alguém também.
Imagem retirada do Pinterest 


-Manu Mendes, 2017